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Reciclix: reciclagem e produção de embalagens plásticas no contexto da economia circular

Autores: Pedro Guerra Benedetti, Helena Araújo Costa, Patrícia Guarnieri

Resumo
Este caso de ensino aborda o processo de tomada de decisão estratégico e gerencial da Reciclix, uma indústria de reciclagem de plástico que tem os sacos de lixo como principal produto. A discussão é relevante por retratar o contexto de uma empresa pequena, com suas características e limitações, que precisa se posicionar diante de tendências globais. O caso destaca o cenário atual da empresa, com informações importantes como o processo de produção, mercado, concorrentes dentre outras informações. Além disso, ele contempla a importância da sustentabilidade dentro da visão do negócio, assim como a discussão contemporânea acerca da circularidade na economia.
Palavras chave: Reciclagem, cadeia de insumos, economia circular, plástico, produção & logística.

Abstract
This teaching case addresses the strategic and managerial decision-making process at Reciclix, a plastic recycling industry which focus on garbage bags as its main product. The discussion is relevant because it portrays the context of a small company, with its characteristics and limitations, which needs to position itself in the face of global trends. The case highlights the company's current scenario, with important information such as the production process, market, competitors, among other information. In addition, it presents the importance of sustainability within the business vision, as well as the contemporary discussion about circularity in the economy.
Keywords: Recycling, supply chain, circular economy, plastic; production & logistics.

Contextualização

A Reciclix, antiga AP Plásticos, é uma empresa com mais de 13 anos de história no Distrito Federal - DF, sendo uma das pioneiras no segmento de reciclagem de plástico, e produção de sacos de lixo. Sua operação foi iniciada entre 2007 e 2008, com a compra de matéria prima de fornecedores e produção de sacos de lixo plásticos, modelo mantido até 2021.

A empresa, dentre idas e vindas na sua história, atuou com diferentes produtos. Atualmente, trabalha apenas com a comercialização de embalagens plásticas, destacando-se como seu carro-chefe os sacos de lixo (Figura 1). Eles são produzidos com PEBD (Polietileno de Baixa Densidade), um material plástico flexível, fácil de dobrar e leve. Esse plástico é classificado com o número 4 na escala de 1 a 7 que identifica a possibilidade de sua reciclagem (sendo 1 o mais reciclável e circular, e 7 o menos reciclável)1. Os produtos se diferenciam por cores, volumes e destinações variadas, sendo entregues de forma personalizada, como o cliente demandar.

Há especificações para a produção dos sacos de lixo, nos padrões ABNT de cubagem2 e, também, na customização por demanda. A empresa segue esses processos estritamente, apesar de muitos clientes reclamarem que gostariam de especificações diferentes, com espessura menor e boca de abertura dos sacos maior, por exemplo.

Atualmente, os sócios têm buscado alternativas para aumentar sua fatia no mercado de reciclagem, além de aumentar sua rentabilidade. Recentemente, a empresa adquiriu o maquinário de recuperação do plástico, composto por unidades de lavação, extrusão e recuperação, possibilitando que a Reciclix pudesse adquirir resíduos plásticos de cooperativas de materiais recicláveis ou empresas que realizam a separação do material. Essa lógica tanto ajuda a reduzir alguns custos de compra de insumos e expandir o modelo de produção da fábrica (com mais pessoal e produção), quanto possibilita um novo posicionamento acerca de questões ambientais. Na medida em que avança no reaproveitamento do plástico, a indústria se posiciona como uma aliada no reuso do plástico já disponível, utilizando resinas plásticas que já tenham passado previamente pelo processo de recuperação ou extrusão.

Esse passo da Reciclix permite que ela expanda sua atuação sobre a questão da poluição plástica, que é urgente e consiste em um problema global crescente em virtude dos danos ambientais que gera, sobretudo em ecossistemas marinhos. Anualmente, são lançadas cerca de oito toneladas de plásticos no mar no mundo (World Wide Fund for Nature - WWF, 2019), dos quais a maior parte é composta por utensílios de uso único – como sacolas, tampas, canudos, garrafas, copos, embalagens, talheres e descartáveis em geral (United Nations Environment Programme - UNEP, 2018a).

De todo o lixo gerado globalmente, 12% são representados por plásticos, de acordo com o Banco Mundial (World Bank, 2008). Ao lado disso, a produção mundial de plásticos é crescente e alcançou 396 milhões de toneladas em 2019, o que totaliza cerca de 53 quilos/ano por habitante do planeta (WWF, 2019). Do total de 9 bilhões de toneladas de plástico produzido no mundo até hoje, apenas 9% é reciclado (UNEP, 2018b). Além disso, ressalta-se que a maior parte dos plásticos empregados em embalagens e produtos em geral provém do petróleo, que é um recurso não-renovável. Por essas razões, a questão da redução do emprego do plástico em embalagens e produtos em geral e de sua reutilização, dentro de uma lógica circular, são aspectos cruciais para enfrentar essa problemática.

No cenário global, empresas têm sido chamadas a contribuir para a mitigação e enfrentamento do problema, por meio de acordos e protocolos como o Compromisso Global da Nova Economia para os Plásticos (NPEC), liderando pela Fundação Ellen MacArthur (2019) (Figura 2).

A Comunidade Europeia tem liderado as iniciativas para a transição para a economia circular e se propôs a abolir o plástico de uso único e não reciclável até 2030, com base no Green Deal (European Comission, 2021)3. Também há um apelo para que se implementem inovações e facilitação de acesso a produtos que utilizam matérias-primas recicladas, que se comprometam com a visão circular da economia e com uma Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (UNEP, 2018c). Essa perspectiva afasta o pensamento de 'descarte' para 'gerenciamento' e de 'resíduos' para 'recursos'. É estimulada uma nova forma de enxergar a economia de forma circular. Dentro desta lógica, parte-se da integração desde a cadeia de suprimentos e aquisição de matérias primas até o descarte final com desperdício mínimo, passando por ações no design dos produtos, no fluxo logístico, na reparação de produtos que possam ser reaproveitados e na regeneração de sistemas naturais (Reike, Vermeulen & Witjesb, 2017). Ou seja, a economia circular não prevê resíduo zero, e sim “rejeito zero”, o que pressupõe que tudo pode ser reutilizado ou reciclado no final do processo se tornando um novo produto. O ciclo de vida de um bem ou serviço, representado pelos estágios do processo de produção e comercialização, desde a extração das matérias primas até a disposição final dos resíduos, também é conhecido pela expressão ‘do berço ao túmulo’, a economia circular é adepta do conceito de McDonough e Braungart (2002) que propuseram o “cradle to cradle’, que significa ‘do berço ao berço’, incluindo os resíduos novamente no ciclo produtivo.

A Reciclix, mesmo sendo uma pequena empresa com atuação local no mercado de Brasília e do Distrito Federal, avançou como ator no enfrentamento a esse problema quando decidiu reciclar o plástico e oferecer sacos de lixo que sejam não apenas recicláveis, mas reciclados. Porém, a empresa necessita estar alerta para que, ao mesmo tempo em que existe um estímulo para soluções mais circulares para o plástico, que é central para seu negócio. Assim, seus gestores se deparam com uma situação que pode ser controversa em longo prazo e que merece atenção.

Em 2021, a Reciclix iniciou o ano com cerca de 12 colaboradores, sendo que a fábrica é dividida em suas tarefas administrativas e suas funções de produção. Aproximadamente 82% do pessoal (9 pessoas) estão alocados na produção, operando máquinas e fazendo o controle de qualidade do material. O pessoal do administrativo, hoje é responsável por todo registro de informações, financeiro e atendimento ao cliente.

A empresa apresenta algumas limitações internas para sua expansão. Entre elas, vale mencionar que ainda não possui nenhuma estratégia de mercado consolidada. Não conta com ninguém responsável pelo comercial, além de depender muito de indicação e de alguns clientes principais. Portanto, o marketing é basicamente definido pelo modelo de indicação, sem qualquer modelo de captação ativa, ou estratégia em redes sociais, incluindo e-mail marketing, um site, estratégias no Google, ou em redes sociais. Além disso, não possui equipe voltada para atuação comercial, tendo recentemente efetivado uma pessoa no quadro de funcionários com experiência em telemarketing e venda passiva, que guiará o processo comercial dentro da fábrica.

Em relação a seu principal produto, a margem de lucro média por saco de lixo vendido é de cerca de R$ 10% a 15%. O saco de lixo possui uma diversificação de preços, levando em conta seu tipo, que pode variar entre R$ 5,00 (pacote de 100 sacos com resistência menor e padronizados na cor preta) e R$ 18,00 (pacote de 100 sacos com resistência maior e com cores diversas).

Um dos diferenciais da Reciclix é ofertar ao mercado um saco de lixo reciclado, que tende a atrair uma parcela do mercado preocupada com questões ambientais, e que sobretudo, tende a custar ainda menos que sacos de lixo fabricados com base em matéria-prima virgem para o consumidor final. Esse conjunto de aspectos revelam uma vantagem de investir neste mercado. Apesar disso, caso o processo não seja realizado adequadamente, há possibilidade dos sacos de lixo reciclados possuírem uma qualidade inferior aos produtos novos.

Dentre os seus principais custos, destacam-se o consumo de energia, que compõe cerca de 35% das despesas totais realizadas em um mês, e a despesa com pessoal, que representa cerca de 35% dos custos. Além disso, o maquinário adquirido pela empresa já é bem antigo, portanto, pouco eficiente e exige altos custos de manutenção e trocas de peça, que acabam incorrendo em custos imprevistos durante o ano.

A empresa conseguiria produzir em média 20 toneladas de saco de lixo por mês, mas atualmente não possui demanda para tal produção. Isso impacta em que se atenha a rodar a operação em um turno diurno apenas. Assim os gestores esbarram com a questão de uma capacidade produtiva instalada que ainda não encontra entrada no mercado, gerando ociosidade produtiva e, consequentemente custos.

Processo produtivo da Reciclix: da matéria-prima ao saco de lixo

As especificações do saco lixo são definidos na etapa de planejamento, após a confirmação do orçamento por parte do cliente. Após isso, o saco de lixo é produzido em diversas etapas. Abaixo é possível compreender um pouco melhor o processo de reciclagem e produção de filmes (que se tornarão os sacos de lixo) para venda:

Apesar da Reciclix trabalhar apenas com a venda de sacos de lixo, uma possibilidade é a venda do insumo grão (pellets de plástico), que é a saída do processo de recuperação citado no diagrama acima. Este material pode ser utilizado por diversas indústrias para a produção de variados produtos, como o próprio saco de lixo, mangueiras, cadeiras plásticas, dentre outros.

Ao final de 2020, o mercado para esse produto acabou crescendo expressivamente, de acordo com os sócios da Reciclix, possibilitando um aumento de margem de lucro, além do aumento de demanda que cobrirá o potencial de produção da fábrica. Além disso, seria possível destinar parte da energia despendida com a produção do filme, somente para a produção de grão, podendo ser realizada a venda de parte do maquinário, para financiar a aquisição e modernização de maquinário nesse setor.

Além disso, os gestores analisam a possibilidade de diversificação de portfólio, para a produção de outros produtos, que não somente o saco de lixo. O gerente da fábrica, Genivaldo, tem refletido sobre a possiblidade de expandir para a produção de outros produtos como mangueiras de plástico, que tiveram um aumento de demanda, pelo aumento de produção agropecuária em 2020 (com o aumento do dólar), dentre outros produtos. Ainda, por se tratar de uma marca que tem como intuito atuar em diversas frentes de reciclagem, considera como outra possibilidade a de começar a expandir para atuação em reciclagem de outros materiais como vidro e papel, por exemplo.

Genivaldo se preocupa com o fato de que a Reciclix possui uma concentração ao redor de oito clientes, responsáveis por 70% do faturamento da empresa. Outros 200 clientes correspondem aos outros 30% faturados pela empresa. Os maiores clientes são empresa distribuidoras, que compram o produto diretamente de fábrica, para revenda em atacados, ou diretamente para empresas como escolas, hospitais, dentre outros. A empresa também vende para pessoas físicas e lojas menores, que compram para revenda, em estabelecimentos, ou mesmo na rua, como é o caso dos vendedores de sinal, que correspondem a uma expressiva clientela da fábrica.

O insumo chave para o processo de produção da fábrica é o PEBD (Polietileno de Baixa Densidade), distribuído por cooperativas e empresas especializadas na separação do material. Hoje a Reciclix precisa comprar insumo de fora de Brasília, pois a cidade não atende a demanda. Um dos fatores específicos da realidade local é a existência de uma atravessadora que compra o plástico das cooperativas da região, levando ao problema de falta de insumo. Além disso, o material precisa estar bem separado, caso o contrário, o maquinário acaba se desgastando, com materiais que não o plástico em si. Um exemplo disso é que quando metal é jogado no processo de lavagem, o maquinário pode acabar superaquecendo e quebrando.

Com poucas opções, e com um volume de compra baixo, a Reciclix tem pouco poder de barganha, quando comparado a grandes indústrias de São Paulo, ou às regiões do Sul, tornando-a refém do preço estabelecido pelo fornecedor. Essas localidades vivenciam uma situação distinta, já que as indústrias tendem a comprar diretamente das cooperativas da região, reduzindo custos com transporte, que são os mais elevados no processo logístico. Com reajustes recorrentes, e recentes, isso se tornou um problema relevante percebido pelos gestores.

O mercado da Reciclix: trabalhar hoje com olhar no futuro

Em Brasília, há alguns competidores diretos da empresa. Na visão dos gestores da empresa, todos possuem um processo de controle de qualidade inferior ao praticado pela Reciclix, além de possuírem um preço de atuação mais competitivo. Geograficamente, estão bem distantes da Reciclix, o que acaba abrindo possibilidade de explorar melhor a região em que a fábrica está situada. No entanto, todas elas possuem uma produção maior, maquinário mais eficiente e novo, e uma cartela de clientes mais consolidada.

O mercado de reciclagem tem ganhado força nos últimos anos, principalmente em países desenvolvidos. Dados mostram que o mercado de reciclagem hoje já movimenta no mundo algo em torno de 400 milhões de dólares no mundo todo, e pode alavancar mais ainda, segundo a Organização das Nações Unidas - ONU (2020). Além disso, a produção de lixo aumentou no Brasil, abrindo uma possibilidade de mercado para a Reciclix e outros negócios interessados em investir na reciclagem.

Principalmente após a pandemia, os resíduos plásticos e embalagens tem aumentado consideravelmente, sobretudo em razão do crescimento das entregas de alimentos por deliveries e do aumento do uso de itens descartáveis como máscaras, luvas e etc.  Para Mara Gama, “2020 foi o ano em que abraçamos o plástico”4. Na cidade de São Paulo, por exemplo, o volume de plásticos descartáveis da coleta seletiva subiu 35% durante o período de isolamento social, de acordo com Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Chamada “Delivre de Plástico”, a campanha iniciada em 2021, teve como foco que as maiores empresas de entrega que atuam no Brasil (Ifood e Uber Eats) parem de utilizar embalagens plásticas descartáveis (Figura 3).

No Brasil, a questão dos resíduos, incluindo o plástico, em termos de políticas públicas federais, é abarcada pela a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS, Lei nº 12.305/10), que prevê a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos, além da destinação ambientalmente adequada dos rejeitos.

Essa lei, que demorou 20 anos para ser sancionada no Congresso Nacional, é um marco para o setor de reciclagem de embalagens em geral, principalmente o plástico. Ela institui a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos: dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, cidadãos e titulares de serviços de manejo dos resíduos sólidos urbanos na logística reversa dos resíduos e embalagens pós-consumo. Institui ainda metas importantes que irão contribuir para a eliminação dos lixões e estabelece instrumentos de planejamento nos níveis nacional, estadual, microrregional, intermunicipal, metropolitano e municipal; e impõe que empreendimentos elaborem seus Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.

No caso específico do plástico, este é abrangido no Acordo Setorial para Implantação do Sistema de Logística Reversa de Embalagens em Geral, assinado em 25/11/2015, com o propósito de garantir a destinação final ambientalmente adequada das embalagens em geral, que podem ser compostas de papel e papelão, plástico, alumínio, aço, vidro, ou ainda pela combinação destes materiais, como as embalagens cartonadas longa vida, por exemplo (que são uma combinação de plástico, alumínio e papel) (Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos - SINIR, 2021). Este conjunto de regulações sobre o lixo pode abrir oportunidades para a Reciclix, apesar de ainda não estar claro como isso pode se dar e refletir na atuação cotidiana da empresa, ou seja, como essa pequena indústria pode aproveitar deste ambiente para se fortalecer.

A situação da empresa tem várias camadas que adicionam desafios para a gestão. Genivaldo tem enfrentado algumas dificuldades. Alguns pontos oferecem perspectivas positivas, enquanto outros são preocupantes. Ainda, soma-se o fato de que a empresa está com pouco capital de giro em mãos, visto que passou por um período de redução de demanda, ocasionado pela pandemia. Agora uma das possibilidades levantadas é a expansão comercial e do fortalecimento da marca da Reciclix na região.

Com base nesse contexto, os gestores têm se deparado com algumas reflexões: como usar as tendências atuais sobre o uso dos plásticos, reciclagem e economia circular em favor da consolidação da empresa? Como posicionar o produto que eles vendem, que tende a ser visto como de baixo valor agregado e tem recebido baixa demanda? Como construir um posicionamento para a empresa, mirando o futuro?

Perguntas para o debate

  1. Faça uma análise SWOT para a Reciclix, identificando ameaças e oportunidades que a empresa enfrenta atualmente, assim como seus pontos fortes e fracos.
  2. Com base na sua percepção, de que forma a empresa poderia agregar mais valor ao seu principal produto?
  3. Analise os produtos atuais e indique quais deveriam ser priorizados para que a empresa alcance a expansão comercial desejada pela gestão. A empresa deveria manter o foco em produzir sacos de lixo ou os pellets (grãos) de plástico reciclado teriam uma melhor saída?
  4. Como você sugere que a empresa deva atuar diante da dependência de poucos clientes, responsáveis pela maior parte do faturamento da empresa?
  5. Como a Reciclix poderia equacionar a compra de matéria-prima (resíduos plásticos), de forma local para aumentar sua capacidade produtiva e reduzir custos logísticos com transporte?
  6. Como a Reciclix poderia incorporar princípios da circularidade da economia dos plásticos em seu modelo de negócios?

Referências

Brasil. SINIR - Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos. Disponível em https://sinir.gov.br. Acesso em julho 2021.
BRAUNGART, Michael; MCDONOUGH, William. Cradle to cradle. Random House, 2009.

Ellen MacArthur Foundation: Nova Economia do Plástico. Disponível em: Disponível em: www.ellenmacarthurfoundation.org/pt/programas/systemic-initiative/nova-economia-do-pl%C3%A1stico

Reike, D., Vermeulen, W. J., & Witjes, S. (2018). The circular economy: New or Refurbished as CE 3.0?—Exploring Controversies in the Conceptualization of the Circular Economy through a Focus on History and Resource Value Retention Options. Resources, Conservation and Recycling, 135, 246-264.

UNEP (2018). Legal Limits on Single-Use Plastics and Microplastics: A Global Review of National Laws and Regulations. Disponível em: http://wedocs.unep.org/handle/20.500.11822/27113

UNEP (2018b). Single-use Plastics: A Roadmap for Sustainability Global Commitment. Disponível em: https://wedocs.unep.org/bitstream/handle/20.500.11822/30609/plastics_eco.pdf?sequence=1&isAllowed=y

UNEP (2018c). Global Waste Management Outlook. Disponível em: www.unenvironment.org/resources/report/global-waste-management-outlook

World Bank (2018). What a Waste 2.0: A Global Snapshot of Solid Waste Management to 2050. Disponível em: http://datatopics.worldbank.org/what-a-waste/

WWF (2019). Solucionar a Poluição Plástica: Transparência e Responsabilização. Disponível em: https://promo.wwf.org.br/solucionar-a-poluicao-plastica-transparencia-e-responsabilizacao?_ga=2.61890990.340487679.1578051946-1802114202.15777287

Galeria

Diagrama do Processo de produção de sacos de lixo
Figura 1 – Produtos no site da Reciclix
Figura 2 – Nova Economia do Plástico. Fonte: Fundação Ellen MacArthur.
Figura 3 – Campanha #delivredeplástico do PNUMA Brasil, 2021. Disponível em https://brasil.un.org/pt-br/104098-pnuma-pede-que-ifood-e-ubereats-se-compromentam-com-entregas-sem-plastico-descartavel

Sobre os autores

  1. Pedro Guerra Benedetti é estudante de Administração da Universidade de Brasília e membro da Equipe Casoteca ADM. Email: pedroguerrabenedetti@gmail.com
  2. Helena Araújo Costa é professora Associada II do Departamento de Administração (ADM/FACE) da Universidade de Brasília (UnB). É coordenadora da Casoteca ADM. Tem doutorado em Desenvolvimento Sustentável (CDS/UnB), mestrado em Turismo e Hotelaria e é bacharel em Administração. Leciona Tópicos Contemporâneos em ADM 1 e 2, e Introdução a ADM na UnB. Email: helenacosta@unb.br
  3. Patricia Guarnieri é Professora Associada do Departamento de Administração (ADM/FACE) da Universidade de Brasília (UnB) e dos programas de pós-graduação em Administração (PPGA) e em Agronegócios. É formada em Ciências Contábeis pela Unioeste, tem mestrado pela UTFPR em Engenharia de Produção e doutorado na mesma área na UFPE. Suas áreas de expertise são: Logística, Supply Chain Management, Análise de Decisões e Economia Circular. Email: pguarnieri@unb.br

Este caso foi escrito a partir de informações cedidas pela empresa e com base em outras referências citadas. Não é intenção dos autores avaliar ou julgar a empresa em questão. Este texto é destinado exclusivamente ao estudo e à discussão acadêmica, sendo vedada a sua utilização ou reprodução em qualquer outra forma. A violação aos direitos autorais sujeitará o infrator às penalidades da Lei Nº 9.610/1998.

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